História

 

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1.1 - "Esboço Histórico" do Grupo Columbófilo do Cartaxo.
Por: Rogério Marques Gregório Monteiro (Falecido) Publicado em 01 de Novembro de 1969 na Revista o “O Cartaxo”.

1.2 - "Retalhos da Vida do Grupo Columbófilo do Cartaxo" -  "Os Fundadores"
Por: João António Nunes Silva

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"Figuras do Passado da Nossa Columbofilia”  do Grupo Columbófilo do Cartaxo                                      Por: João António Nunes Silva

3

"Os Campeões desde 1995 até 2006"                                                                    Por: João António Nunes Silva

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"Arquivo de Imprensa” A Colectividade e os seus Associados em Notícia na Imprensa ao Longo dos Anos.                                                                                                      Pesquisa e Recolha de: João A. Nunes Silva.        Entrevistas e Crónicas de Diversos Autores.
 
Índice de Entrevistas:
1. - Covão & Vicente - Entrevista de Rodrigues Galricho em 2004
2. - Os Desportistas  - Entrevista de Rodrigues Galricho em 2004
3. - Rui & Filipe        - Entrevista de Rodrigues Galricho em 2004
4. - Caixa sobre G.C.C. - Entrevista de José Sardinha em "Columbofilia" em 1983
 

  

 "Esboço Histórico"do Grupo Columbófilo do Cartaxo                       “Artigo escrito por Rogério Marques Gregório Monteiro,                                                                   filho do Sócio Fundador - António Gregório Monteiro, publicado em 01 de Novembro de 1969  na Revista  "O Cartaxo"

                  

A ideia da fundação de um Grupo Columbófilo no Cartaxo partiu do Sr. António Gregório Monteiro, que possuía alguns pombos-correios que lhe haviam sido oferecidos pelo Sr. Leopoldino Guiso, antigo colega e ao tempo já residente em Lisboa. O Sr. Monteiro precisava de um pombo para conseguir um número certo de casais; soube que o Sr. José Vítor Nunes Cunha também possuía alguns pombos e dirigiu-se-lhe, com muita cerimónia, com a finalidade de lhe pedir o pombo em falta. Deste contacto iniciado por um pedido cerimonioso resultou o convite feito ao Sr. José Cunha pelo Sr. António Gregório, para formarem um Grupo Columbófilo. A Primeira reacção do Sr. Cunha foi expressa com uma negação; esta foi efémera, pois quase de seguida disse que concordava e aplaudiu a ideia, sugerindo que o terceiro elemento necessário fosse o Sr. Jesuíno Marques da Cunha Torres, amigo de ambos. Os dois foram falar com o Sr. Jesuíno, ofereceram-lhe pombos e acto contínuo convidaram-no para formar um Grupo Columbófilo, ao que este senhor como eles esperavam, acedeu.

Quanto aos próprios, o elenco estava completo e capaz de levar a bom termo – três amigos, três entusiastas, sendo um deles, o Sr. José Cunha, o mais experiente para efectuar as diligências necessárias.

 

As reuniões preliminares tendentes à criação e fundação oficial do G.C. do Cartaxo, e as primeiras reuniões do então já G. C. do Cartaxo, foram realizadas em casa do Sr. Cunha, onde os três pioneiros da columbofilia no Cartaxo, pensavam no que havia para fazer e resolviam o que haviam de efectuar.

 

E já agora, à guisa de esclarecimento histórico, vamos a par e passo, acompanhar as diligências efectuadas para a oficialização do embrionário grupo columbófilo. Estas foram feitas pelo Sr. José Vítor Cunha, que tinha um amigo, o Sr. Pinho, empregado de escritório na C.P.; por seu lado este senhor tinha um colega de emprego e amigo, o Sr. Manuel das Neves, já conhecedor dos assuntos da columbofilia, a pessoa que em Lisboa colheu os elementos necessários para indicar aos três cartaxeiros o modo de se conseguir a oficialização da incipiente agremiação de columbófilos.

 

 A título de esclarecimento diremos que se tornava necessário adquirir anilhas de alumínio para individualização de cada pombo; diremos ainda que para efeito de concurso, cada pombo é portador de uma anilha de borracha que lhe é retirada quando da sua chegada ao pombal para prova e registo da hora de entrada no pombal do seu proprietário. Ora essas anilhas eram fornecidas pela Sociedade Columbófila do Centro de Portugal, com sede na Avenida Almirante Reis, e que só as podia vender devidamente autorizada e portanto a agrupamentos já oficializados.

 

Naquele ano de 1935 não existia ainda a Federação Portuguesa de Columbofilia, e foi um senhor general, então Director da Arma de Engenharia, que na época superintendia nesse assunto, quem comunicou a decisão aos futuros columbófilos do Cartaxo, da aprovação do seu Grupo e que se podiam dirigir à Sociedade Columbófila do Centro de Portugal, a fim de adquirirem o necessário.

 

Esta notícia da autorização de início das actividades columbófilas, veio resolver um problema que já preocupava os iniciadores do G.C. do Cartaxo – era necessário elaborar uns estatutos que regessem a colectividade, o que seria moroso e dispendioso. O senhor general da D. A. de Engenharia informou que estava prestes a sair o Estatuto do Pombo-correio, norma única que regularia a actividade dos grupos columbófilos, e que seria desnecessária a elaboração dos citados estatutos. Hoje todos os Grupos se regem pelo Estatuto da Federação.

 


Local da Antiga Sede

Era preciso arranjar mais entusiastas e consequentemente mais praticantes, desta modalidade desportiva, em que, como é óbvio, o verdadeiro atleta é o pombo sendo o dono o seu treinador. Os três indivíduos, José Vítor Nunes Cunha, Jesuíno Marques da Cunha Torres e António Gregório Monteiro, decidiram então fazer uma reunião, em casa do primeiro, convidando todas as pessoas que no Cartaxo possuíam pombos-correios, convidando-os igualmente para serem sócios fundadores e futuros concorrentes.

 

Mais tarde o Sr. Jesuíno Torres ofereceu para Sede do Grupo Columbófilo o seu edifício, na Rua 5 de Outubro, local onde ainda hoje se encontra, com o pormenor de até à data nunca ter recebido qualquer renda.

  

Datados primeiros meses de 1935, a fundação do Grupo Columbófilo do Cartaxo. Não conseguimos recolher, como era nosso gosto, todos os elementos, de modo que a nossa afirmação sobre a data da fundação oficial do G. C. do Cartaxo fosse exacta. Existiu uma comunicação da D. A. de Engenharia, que como já dissemos marcou o início da vida desta agremiação columbófila; por ora só conseguimos descobrir, o que supomos ser o primeiro livro de Caixa, onde as iniciais receitas e despesas são referentes ao mês de Junho de 1935.

 

Abrimos um parêntesis, para referir o seguinte: no início foi vista a necessidade de um distintivo que identificasse o Grupo; o Sr. José Cunha encarregou-se de o mandar executar e foi seu obreiro o Sr. Augusto de Sá, cartaxeiro, ao tempo estudante liceal. 

                                                 

  

Dos elementos que conseguimos consultar, transcrevemos o seguinte:

 

"1ª Acta da Assembleia Geral. Aos 20 dias do mês de Maio de 1935, nesta vila do Cartaxo e casa do Exmº. Senhor José Vítor Nunes Cunha, onde se encontravam reunidos os Exmºs Senhores Jesuíno Marques da Cunha Torres, António Gregório Monteiro, Joaquim Ferreira Travado, Silvestre Agostinho, Joaquim Filipe da Costa, António Augusto da Conceição, José Mendes Barroca Júnior e José Vítor Nunes Cunha, foi por este senhor exposto que o fim da reunião era a organização de um Grupo Columbófilo nesta vila.

 

Depois de terem sido expostos os fins a que se destinava o Grupo, foi pelo mesmo senhor proposto que o Grupo se denominasse “ Grupo Columbófilo do Cartaxo”, o que foi aprovado por unanimidade. Depois de expostos os fins a que se destinava o Grupo e da denominação do mesmo, foram nomeados para a Direcção os senhores José Vítor Nunes Cunha, Presidente, Jesuíno Marques Cunha Torres, Secretário, e António Gregório Monteiro, Tesoureiro, e para a Assembleia Geral os senhores Silvestre Agostinho, Presidente, Joaquim Filipe da Costa, Vice-Presidente, e José Mendes Barroca Júnior, Secretário."

 

A 12 de Julho, de 1935 foi efectuada a primeira solta particular, no Entroncamento; foi um cesto com cerca de 30 pombos, munido de um cadeado de segredo, em lugar do selo de chumbo que hoje se usa. Foi delegado à solta o Sr. Vítor Jorge, ao tempo funcionário da C.P. Os funcionários da estação ferroviária local ao notarem o extremo cuidado no fecho do cesto, perguntaram ao nosso delegado: “ Então o Sr. Traz aí algumas feras?”. Foi a esta distância a deste modo que se realizou o que poderemos chamar o primeiro concurso levado a efeito pelo Grupo Columbófilo do Cartaxo. A memória de alguns dos fundadores diz-nos que saiu vencedor o Sr. José Cunha; no livro de Caixa diz-se que a despesa foi de 10$75.

 

Em 1936 disputaram-se os primeiros concursos, que por elementos colhidos foram: Castelo Branco, Guarda, Mealhada e Porto.

 

Em 1935, 1936 e 1937, o tempo de cada pombo nos concursos era registado do seguinte modo: existia um relógio-padrão na Sede do Grupo à guarda dos Srs. João Rovisco, Joaquim Mendes e Domingos Dimas Nunes; o pombo chegava ao pombal era retirada a anilha de borracha, que era entregue a um estafeta que corria para a Sede, sendo descontado o tempo deste percurso.

 

Em 1938, por iniciativa de António Gregório Monteiro e de José Jorge Nunes, foi realizada uma subscrição entre os sócios existentes e adquiriu-se um constatador que ficou na Sede; tudo se passava como na era do relógio-padrão, ou seja, continuava a não serem tomados em conta os descontos de voo. Havia a vantagem de a hora de entrega da anilha de borracha ficar registada na fita de papel do constatador.

 

Em 1939 foram comprados mais dois constatadores e foram criadas três zonas, ou sejam locais de entregas de anilhas agrupando os concorrentes dos pombais contíguos: uma zona na Sede, outra junto ao posto da GNR e a terceira no sítio do Valverde.

 

No respeitante aos descontos de voo resultantes da diferente localização de cada pombal, o assunto foi depois equacionado, estudado e resolvido pelo Sr. João Rovisco, que, com todo o seu saber e dedicação, eliminou a deficiência existente.

 

Anos mais tarde o Grupo Columbófilo do Cartaxo realizou a 1ª Exposição de Pombos Correios adultos, que foi feita numa das salas das Escolas Primárias, no edifício da Câmara Municipal do Cartaxo, cedida para o efeito. Era então Presidente da Câmara da nossa terra o senhor Comendador Francisco Firmino Ribeiro da Costa. O júri foi constituído por columbófilos de Lisboa, deslocando-se ao Cartaxo vários praticantes de nomeada da capital. Tal foi o nível conseguido, que foram unânimes em afirmar que vinham ao Cartaxo aprender como se organizavam exposições de pombos - correios.

 

Do livro de Registo de Sócios extraímos os nomes dos sócios fundadores; foram eles: José Vítor Nunes Cunha, Jesuíno Marques Cunha Torres, António Gregório Monteiro, Ezequiel da Conceição, José Mendes Barroca Júnior, Joaquim Ferreira Travado, Silvestre Agostinho, João Cid Ribeiro Mendonça, Joaquim Filipe da Costa, António Cruz, José Marques da Cunha Torres, António Augusto da Conceição e Joaquim dos Reis Coelho Júnior.

Esta ordem diz respeito ao número de sócio que cada um possui ou possuía, pois nem todos ainda fazem parte do mundo em que vivemos.

 

Passados 34 anos o Grupo Columbófilo do Cartaxo, tem dimensão quase incomensurável em relação aos primórdios da sua existência, e tem à frente dos seus destinos José Vítor Nunes Cunha, Presidente da Direcção, Carlos Azevedo de Oliveira Henriques, Presidente da Assembleia Geral, Joaquim Pimenta Seabra e Silva, Presidente do Conselho Fiscal, António Montês Leal, Presidente do Conselho Técnico, assim como os restantes colegas.

 

Pretendemos fazer um resumo despretensioso do esboço histórico do Grupo Columbófilo do Cartaxo; por falta de tempo e de elementos de consulta, resultou mais fraco do que desejávamos. Que nos perdoem as faltas e as omissões, na certeza de que aqui fica um pequeno contributo para o conhecimento e divulgação da causa columbófila no Cartaxo.

1.2 "Retalhos da Vida do Grupo Columbófilo do Cartaxo" 

Os Fundadores

 

O Grupo Columbófilo do Cartaxo, teve sempre a mesma denominação desde a sua fundação em 20 de Maio de 1935, não sofrendo qualquer alteração de nome e a sua actividade limitou-se sempre, única e exclusivamente, à prática da Columbofilia.

 

Foram seus Fundadores, treze sócios, conforme consta no registo de admissão de associados, cujo número, parece não ter trazido qualquer mau augúrio à Colectividade, foram eles:

 

  1 – José Vítor Nunes Cunha

  2 – Jesuíno Marques da Cunha Torres

  3 – António Gregório Monteiro

  4 – Ezequiel da Conceição

  5 – José Mendes Barroca

  6 – Joaquim Ferreira Travado

  7 – Silvestre Agostinho

  8 – João Cid Ribeiro Mendonça

  9 – Joaquim Filipe da Costa

10 – António Cruz

11 – José Marques da Cunha Torres

12 – António da Conceição

13 – Joaquim dos Reis Coelho Júnior

 

Em 1936 o número de associados cresceria com a entrada de 31 novos sócios e em 1937 o crescimento de columbófilos, ou de simpatizantes, continuou a verificar-se com a admissão de mais 19 novos sócios, aumentando para sessenta e três o número de associados e nos finais de 1940 eram já cerca de noventa os nomes que conseguimos apurar nos livros de registo de admissão.

 

O valor da quota mensal era de 1$50 e 2$00.

 

A primeira Direcção foi constituída pelos sócios:

N.º 1 - José Vítor Nunes Cunha – Presidente;

N.º 2 - Jesuíno Marques Cunha Torres – Secretário;

N.º 3 - António Gregório Monteiro – Tesoureiro.

 

São estes nomes que durante mais de quarenta anos aparecem a constituir as listas da Direcção sendo o senhor José Vítor Nunes Cunha o Presidente com mais mandatos em todo o historial do Grupo.

Os Sócios Fundadores que constituiram a primeira Direcção



José Vítor Nunes Cunha
Presidente



Jesuíno M. Cunha Torres
Secretário



António Gregório Monteiro
Tesoureiro

 

A quem possuir elementos, quer sejam publicações de textos, quer sejam objectos relacionados com

a Columbofilia da nossa terra, que possam contribuir para a “Historiografia” do

                                                       Grupo Columbófilo do Cartaxo,

e caso queiram colaborar connosco, agradecemos o favor de contactar a Direcção desta Colectividade.

                                                                          Obrigado!

 

 

2. - "Figuras do Passado da Nossa Columbofilia" 


 do Grupo Columbófilo do Cartaxo   

 Por: João António Nunes Silva

 

O júri de chegada foi sem dúvida o precursor dos aparelhos de constatação, hoje já ultrapassados pelos aparelhos digitais e estes já substituídos pelos electrónicos, que usamos para registo da hora de chegada dos pombos de concurso.
Pelo que consta em actas e segundo testemunhos, escritos e orais, um dos primeiros júris de chegada, também designados por controladores, na nossa Colectividade foi João Vítor Guapo Ribeiro (João Rovisco) o qual chegou a ser sócio honorário do Grupo.

Foi uma figura importante na vida da Colectividade nos seus primeiros tempos após a fundação, não foi columbófilo, mas foi um grande colaborador, contribuindo com o seu trabalho voluntário e com grande dedicação na organização administrativa da Colectividade, era muito dotado em cálculos matemáticos, não tendo qualquer dificuldade com os números.

No Artigo “Esboço Histórico do Grupo Columbófilo do Cartaxo” da autoria do falecido Rogério Marques Gregório Monteiro, aparecem algumas referências à sua figura e que transcrevemos:

“No respeitante aos descontos de voo resultantes da diferente localização de cada pombal, o assunto foi depois equacionado, estudado e resolvido pelo Sr. João Rovisco, que, com todo o seu saber e dedicação, eliminou a deficiência existente.”

E ainda naquele “Artigo” encontramos outras referências sobre este “Colaborador de então” e que transcrevemos:

“Em 1935, 1936 e 1937, o tempo de cada pombo nos concursos era registado do seguinte modo: existia um relógio-padrão na Sede do Grupo à guarda dos Srs. João Rovisco, Joaquim Mendes e Domingos Dimas Nunes; o pombo chegava ao pombal era retirada a anilha de borracha, que era entregue a um estafeta que corria para a Sede, sendo descontado o tempo deste percurso”.

 

A função do juiz de chegada era, como não havia os aparelhos de registo da anilha de borracha (anilha concurso), registar a hora da chegada dos pombos, cujas anilhas lhe eram levadas pelos estafetas (rapazes “Corredores”) que transportavam desde o pombal até ao local onde se encontrava a mesa do júri, geralmente junto à Sede da Colectividade - na Rua 5 de Outubro - , aquele comprovativo da chegada do pombo.

 

Funcionário público, exercendo a profissão na Câmara Municipal do Cartaxo, era grande Amigo dos Sócios Fundadores da Colectividade os falecidos Srs.: Jesuíno Marques Cunha Torres, António Gregório Monteiro e de António Montez Leal, o qual, veio a ser Columbófilo pouco depois da Fundação, daí o seu contacto e aproximação a este desporto, novidade na época, a cujos “Amigos” transmitiu o seu saber, ensinando-lhes a elaborar os cálculos matemáticos para se poder efectuar as classificações dos Concursos.

 

Era irmão das senhoras: Dª. Julieta, Sara e Maria Assunção Guapo Ribeiro e do Sr. Dr. Fernando Guapo Ribeiro, professor e proprietário do antigo Colégio do Cartaxo.

 

“Contributos para a História do G.C.C.”

             João Nunes Silva - 2004

 

 

 

3. - "Os Campeões desde 1995 a 2006"

                            Os Campeões de Velocidade de 1995 a 2006

Ano

Concorrente

Pontos

1995

António Luis Quaresma Gonçalves

2.621

1996

António Luis Quaresma Gonçalves

2.631

1997

Vítor Manuel Ferreira Rodrigues

2.637

1998

Carlos Alberto Silva Paixim

3.468

1999

Carlos Alberto Silva Paixim – Equipa A

3.504

2000

Carlos Alberto Silva Paixim – Equipa A

2.679

2001

Carlos Alberto Silva Paixim – Equipa A

2.606

2002

Covão & Vicente

2.627

2003

Carlos Alberto Silva Paixim

3.426

2004

Carlos Alberto Silva Paixim

3.710

2005

Martins & Jarêgo       (Ex-Os Desportistas)

4.868

2006

Manuel Mendes

5.274

 

   Os Campeões de M/Fundo de 1995 a 2006

Ano

Concorrente

Pontos

1995

António Luis Quaresma Gonçalves

2.693

1996

Vítor Manuel Ferreira Rodrigues

2.367

1997

Matias Cabo Jarêgo

2.725

1998

Matias Cabo Jarêgo

2.639

1999

João Carlos Roque Costa Martins

2.695

2000

Carlos Alberto Silva Paixim – Equipa A

2.688

2001

Carlos Alberto Silva Paixim – Equipa A

2.569

2002

Rui Carapinha & Filho

2.636

2003

Carlos Alberto Silva Paixim – Equipa A

3.335

2004

Os Desportistas  (Futuros - Martins & Jarêgo)

3.808

2005

Vítor José Vieira Rabita

4.886

2006

Manuel Mendes

5.362

 

      Os Campeões de Fundo de 1995 a 2006

Ano

Concorrente

Pontos

1995

Helder Rio Maior Valente

2.253

1996

Helder Rio Maior Valente

2.652

1997

Vítor Manuel Ferreira Rodrigues

2.606

1998

Matias Cabo Jarêgo

2.712

1999

Carlos Alberto Silva Paixim  - Equipa A

2.732

2000

Paulo Miguel Jacinto Fialho

2.685

2001

António Luís Quaresma Gonçalves

2.665

2002

Covão & Vicente

2.647

2003

Covão & Vicente

3.301

2004

Covão & Vicente

3.724

2005

Braulino & Braulino

4.888

2006

Não Disputado – em virtude da Gripe das Aves

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       Os Campeões Gerais de 1995 a 2006

Ano

Concorrente

Pontos

1995

Vítor Manuel Ferreira Rodrigues

  7.317

1996

Vítor Manuel Ferreira Rodrigues

  7.846

1997

Vítor Manuel Ferreira Rodrigues

  7.923

1998

Matias Cabo Jarêgo

  8.646

1999

Matias Cabo Jarêgo

  8.710

2000

Carlos Alberto Silva Paixim  - Equipa A

  8.028

2001

Carlos Alberto Silva Paixim  - Equipa A

  7.664

2002

Carlos Alberto Silva Paixim  - Equipa A

  7.753

2003

Carlos Alberto Silva Paixim

10.042

2004

Rui & Filipe

10.749

2005

Rui & Filipe

14.285

2006

Manuel Mendes   (Sem Campeonato de Fundo)

10.636


 

4. Arquivo de Imprensa
A Colectividade e os seus Associados em Notícia na Imprensa ao Longo dos Anos.

4.1 - Entrevista de 2004

Covão & Vicente - Mantêm o título de Campeões de Fundo em três anos consecutivos

A dupla Covão & Vicente segura o título de Campeão de Fundo no Cartaxo por tês anos consecutivos, apesar de, há dois anos a esta parte, nesta colectividade se praticar a doublage, onde concursam muitos dos melhores columbófilos e candidatos ao título de fundo da zona sul do distrito de Santarém, encestam 15 pombos para fundo, 30 para velocidade e para meio-fundo 25, tantos quantos o permitido para os campeonatos do columbófilo neste distrito.

Esta sociedade constituída por sogro (José Covão) e genro (Joaquim Paulo Vicente), constitui uma dupla de sucesso, onde a veterania, com a experiência e conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, se juntou à irreverência da juventude e vontade de vencer, uma fórmula com êxito, pois José Covão, columbófilo há mais de 50 anos, é um dos raros vencedores de cinco campeonatos distritais seguidos nas décadas de cinquenta a sessenta quando ainda se voava com o distrito de Lisboa, nunca abdicando de procurar manter-se nos lugares cimeiros na sua Colectividade de sempre, o G.C. do Cartaxo, onde actualmente é o Sócio nº 1.

 

José Covão, é assim, um nome de referência na panorâmica columbófila de outros tempos que não quis perder o comboio do sucesso, aliando-se ao genro para introduzir uma pitada de juventude “o sal” essencial para a introdução de novos métodos na condução e renovação da colónia, como forma de se actualizar e acompanhar a evolução da columbofilia. Em 2002 foram campeões de velocidade e de fundo, titulo este que mantêm até hoje.

Assim, não quisemos perder a oportunidade de entrevistar estes campeões.

A dupla Covão & Vicente junto aos seus pombais.

Rodrigues Galricho: O ano passado o Senhor presidente da Federação atribui-lhe a medalha de mérito desportivo pelos seus 50 anos de columbofilia activa, esperava essa distinção? Que significado teve para si, esse momento e como o viveu?

José Covão: Sinceramente não estava à espera. Foi para mim um momento inexplicável, vivido com muita emoção e um grande orgulho pessoal.

 

R.Galricho: O senhor que é considerado, e sem dúvida que o é, um histórico da columbofilia do Cartaxo, conviveu com muitas gerações de columbófilos. Acha que a columbofilia que hoje se pratica e a forma de estar dos Columbófilos é igual à dos seus tempos de juventude?

José Covão: Verifico principalmente que a forma de conduzir, alimentar e tratar os pombos é muito diferente da de outros tempos, hoje existe mais facilidade em adquirir o medicamento apropriado para determinada doença, o que nas décadas de cinquenta e sessenta era difícil de obter por várias razões, por isso, tínhamos de recorrer à farmacopeia humana, isto é, aos produtos da farmácia, vitaminas, sulfamidas etc., e os grits e  blocos salgados obtinham-se da caliça dos muros velhos.

 

Também a nível de organização e de transporte ao local de solta a columbofilia sofreu uma grande evolução para melhor. Os columbófilos de uma maneira geral, tem muito mais acesso à informação sobre a modalidade e mostram-se muito mais interessados em adquirir mais conhecimentos e em adquirir bons pombos.

 

R.Galricho: Costuma frequentar a Sede da sua Colectividade com regularidade mesmo fora da época desportiva? Acha importante os Sócios frequentarem a Sede regularmente? Porquê?

José Covão: Sempre que posso, gosto de fazer uma visita à Sede da minha Colectividade, mesmo fora da época desportiva, pois a Sede do Cartaxo abre todos os dias, raramente está fechada! Acho importante e um dever de todo a Associado ir à Sede a fim de saber as informações que vão saindo e é uma forma de participarmos, ainda que seja só com a nossa presença, na vida da Colectividade. A Sede é o local privilegiado para trocarmos ideias e convivermos com os outros Columbófilos, e assim, darmos o calor da nossa presença junto daqueles que tem a missão de dirigir os destinos da Colectividade.

 

R.Galricho: Uma vez que já conheceu várias gerações de columbófilos e de dirigentes, o que pensa da crise de dirigentes nalgumas Colectividades? Existe esse problema na Colectividade do Cartaxo?

José Covão: Acho que a crise de dirigentes se deve ao facto de muitos columbófilos serem intransigentes nas suas ideias e ao comodismo de alguns, que se mantêm alheios ao que os rodeia, daí alguns esperarem que outros trabalhem de forma a que eles possam praticar o seu desporto sem tomar a responsabilidade do que quer que seja, e assim poderem depois participar, isso sim, nas criticas.

Na minha Colectividade, que me lembre, nunca houve, na verdadeira acepção da palavra, uma crise de dirigentes.

 

R.Galricho: Que imagem deveremos dar do nosso desporto junto da sociedade?

José Covão: Devemos dar uma imagem de um desporto para todos, com correcção e sã camaradagem, onde toda a família pode e deve participar, sem inimizades entre os seus praticantes.

 

R.Galricho: O que representa, ou que significado tem para cada um de voz, a Columbofilia?

José Covão: Representa o hobby ou desporto que mais gosto e que pratico desde miúdo com 9 anos.

J.P.Vicente: Para mim representa algo de que gosto muito e que pratico desde os onze anos e que me ajuda a esquecer os problemas do dia a dia.

 

R.Galricho: O Joaquim Paulo Vicente é membro da Associação de Santarém, muitos dos seus consócios julgam que foi eleito para representar e defender a Columbofilia do Cartaxo e os seus praticantes, naquele órgão distrital! Que tem a dizer?

J.P.Vicente: Essa ideia, se existe, é errada. Qualquer membro da Associação está lá para defender a Columbofilia a nível distrital, para participar na organização dos trabalhos, como o Calendário desportivo e outros assuntos de interesse geral.

Quando somos eleitos, não o somos pela colectividade a que pertencemos, mas sim como componentes de uma lista que se submeteu a votos para dirigir a Associação e não para representar esta ou aquela Colectividade.

 

R.Galricho: Que Pensam da “Doublage”? E das Especializações?

J.P.Vicente: Penso que a doublage ao ser implementada no Cartaxo veio trazer mais competitividade aos campeonatos e consequentemente mais prestígio para quem marca melhor.

Quanto a especializações sou a favor. Mas, na minha opinião, terá de haver condições de forma a interessar todos os concorrentes em todos os campeonatos, devendo assim aumentar o nº de provas em cada especialidade, para que o columbófilo desfrute de um campeonato mais longo e possa criar uma linha de pombos mais condizente com a sua especialização. A existência de campeonatos gerais obriga o columbófilo a participar neles e por consequência a necessitar de um número maior de efectivos.

 

R.Galricho: Havendo alguma contestação à implementação da doublage na sua colectividade, como explica o facto de ser campeão de fundo por três épocas consecutivas numa colectividade onde concursaram em 2004 muitos dos melhores Columbófilos de fundo da zona sul?

J.P.Vicente: Isso prova que a doublage não nos incomoda, pois, os resultados são evidentes! Quando enviamos os melhores pombos e quando os temos bons para fundo ou outra especialidade, nada temos a temer. Os columbófilos devem ser aplicados e terem do melhor no seu pombal.

 

R.Galricho: Que fazem para saber o mais rápido possível quais os melhores pombos reprodutores?

J.P.Vicente: Apostamos na origem, com pais de qualidade desportiva, isto é com provas dadas.

 

R.Galricho: Quais as origens dos vossos reprodutores?

J.P.Vicente: Gostaríamos aqui de homenagear um grande senhor da Columbofilia portuguesa, infelizmente já falecido, que foi o promotor e principal obreiro da nossa colónia, falamos de Alexandre Mendes Gordo, de cujos pombais são provenientes todos os nossos melhores casais de reprodutores, onde destacamos os Grondelaers, Verecks, Jansen, Van Riel, Cobut e Van Spitael.

 

R.Galricho: Que qualidades mais importantes procuram para decidir se um pombo é bom?

J.P.Vicente: As qualidades que mais procuramos baseiam-se nos conhecimentos adquiridos no Standard em que destacamos: uma boa plumagem, uma boa ossatura e uma boa asa principalmente, de uma maneira geral, de um pombo de estatura média.

 

A “Suíça

Adquirida ao “Nino” de Condeixa, foi excelente voadora, voou de 1999 a 2004 e integra agora o quadro de reprodutores.

 

R.Galricho: Quantos pombos e pombais têm para enfrentar as campanhas?

J.P.Vicente: Temos 100 pombos adultos e 30 pombos de ano, estes apenas são voados no seu primeiro ano, nos treinos da Colectividade.

Possuímos um pombal de 12 metros que está dividido em quatro compartimentos, sendo 2 para voadores machos e fêmeas, um para reprodutores e outro para borrachos.

 

R.Galricho: Os vossos melhores voadores são fruto de consanguinidade ou de cruzamentos?

J.P.Vicente: São fruto dos cruzamentos efectuados entre os vários sangues adquiridos ao falecido Alexandre Mendes Gordo.

 

R.Galricho: Quais os indicadores de forma que procuram nos pombos?

J.P.Vicente: Os pombos devem-nos transmitir durante a semana alguns sinais, tais como: a forma como voam à volta do pombal, com voos largos e alegres, a plumagem deve ser brilhante e sedosa, a vivacidade, etc.

 

R.Galricho: Como efectuam a preparação para a Campanha e qual o método de jogo que praticam?

J.P.Vicente: Fazemos os habituais tratamentos de pré-campanha com produtos provenientes do Mundo Columbófilo para as tricomonas, coccídiose, salmonelas, não esquecendo a respectiva vacina para a Newcastle.

Quanto ao sistema de voo, praticamos a viuvez, rotativa de machos e fêmeas em poleiros, onde só enviamos, para a modalidade de fundo, pombos com 3 anos de idade.

 

R.Galricho: Quais as provas que mais apreciam? No plano desportivo que meta ou objectivos pretendem atingir?

J.P.Vicente: Fundo e grande fundo. O nosso objectivo é estar sempre nos lugares cimeiros e viver a columbofilia com os amigos e com os melhores resultados possíveis.

 

R.Galricho: Os novos que se iniciarem na Columbofilia, especialmente no Cartaxo, poderão esperar algum apoio da vossa parte, para singrarem neste desporto, tão carenciado de novos praticantes?

J.Covão: Sim. Desde que nos procurem com essa finalidade, teremos muito gosto e prazer em ajudar.

  

R.Galricho: Na vossa opinião qual a principal causa da perda de pombos?

J.Covão: A perda de pombos deve-se a muitos factores dos quais destacamos as mudanças bruscas do clima, pelo que é muito subjectivo falar de algum pormenor em concreto.

 

R.Galricho: A vossa Colectividade adquiriu, nesta época, uma viatura para transporte de pombos a treinos. Que acham dessa opção e que vantagens ou desvantagens poderão daí advir?

J.P.Vicente: Achamos que foi uma boa opção da Direcção, a qual só poderá trazer vantagens para todos os concorrentes a nível desportivo, pois coloca em igualdade de meios e circunstâncias todos os associados, dando-lhes a possibilidade de efectuarem treinos semanais de forma a rodar os pombos que não são encestados para os concursos, evitando que só os de mais capacidade económica e maior disponibilidade de meios e tempo o possam fazer.

 

R.Galricho: Porque provavelmente não vos fiz algumas perguntas que gostariam que vos fizesse, querem deixar alguma mensagem ou comentário?

J.Covão: Queremos agradecer-lhe esta entrevista, uma vez que somos esquecidos, dos meios da comunicação social e aproveitamos para saudar o Jornal Mundo Columbófilo na pessoa do seu Director pela divulgação deste desporto, que adoramos!

             

 Entrevista de Rodrigues Galricho

                           Agosto de 2004

4.2 Entrevista de 2004 "Os Desportistas"

"Os Desportistas"Campeões de Meio-Fundo no Cartaxo e

à “doublage” na Sociedade Columbófila Salvaterrense e na Zona Sul Poente da A.C.D.Santarém

 

Os Desportistas – dupla constituída por Matias Jarêgo e António Martins – sagraram-se Campeões de Meio-Fundo na Colectividade mãe - Cartaxo e na Salvaterrense à “doublage” e conquistando o título na zona sul poente do distrito de Santarém.

Matias Jarêgo empresário ligado à industria metalomecânica

é um amante da arte de voar pombos que ao longo da sua carreira desportiva tem alcançado os lugares de topo quer em Campeonatos da Colectividade quer a nível distrital, ora concorrendo individualmente ora em sociedade. Empresário de sucesso, sócio e gestor da Metal Grupo no Cartaxo, uma das maiores empresas do concelho e não só, solucionou o problema da falta de tempo inerente à sua profissão, concorrendo à sociedade com António Martins, um columbófilo de longa data, hoje reformado, logo, com tempo disponível e um dedicado à columbofilia, desde miúdo.

 

Antecipando-se às nossas perguntas, Matias Jarêgo quis fazer uma pequena introdução:

– “ Antes de mais quero saudar todos os columbófilos deste país, fazendo votos para que esta actividade tão apaixonante tenha mais praticantes e que cada um de nós seja capaz de aceitar as vitórias e as derrotas com “fair play”.

Sejamos críticos de forma construtiva para que tenhamos uma Columbofilia mais forte e mais competitiva.


Os "Desportistas" junto dos seus pombais           (Actualmente Martins & Jarêgo)

Rodrigues Galricho: Matias, quais as origens dos seus reprodutores?

Matias Jarêgo: Respondendo à sua pergunta, quero dizer que enfermo de um erro, que infelizmente é da maior parte de nós. Tenho várias origens que não vou referir não pelo respeito que me merecem mas para evitar não referir algum nome. No entanto tenho a felicidade de ter duas fêmeas excepcionais, a “Margarida”, origem Aníbal Ribeiro e a outra do saudoso Álvaro Silva. Estas duas fêmeas têm produzido grandes pombos com vários parceiros.

R.Galricho: Qual o tipo de pombo que mais gosta? E quais as “ Linhagens de Origem” que mais admira?

M. Jarêgo.: Gosto de todas as linhagens, desde que sejam bons. Agora, um factor que considero importante é as famílias, quando adquiro algum pombo, tenho de conhecer o que fizeram os seus ascendentes, porque assim tenho mais garantia de sucesso.

R.Galricho: Que qualidades mais importantes procura para decidir se um pombo é bom e quais os indicadores de forma que procura nos pombos?

M. Jarêgo.: De todas as qualidades que são habituais referir, pela grande maioria de columbófilos, há uma que me parece a mais importante que é a inteligência, são estes pombos que fazem a diferença, eu tenho essa experiência com as duas fêmeas acima referidas, elas ganham porque são mais inteligentes.

R.Galricho: Matias, como aprecia um pombo em mãos e que fazem para saber o mais rápido possível quais os melhores pombos reprodutores?

Como todos gosto dos pombos com boa estrutura óssea, bons músculos, boa plumagem, uma boa asa e com inteligência, etc., mas os meus reprodutores tiveram primeiro que provar que mereciam esse estatuto.

R.Galricho: Os seus melhores voadores são fruto de consanguinidade ou de cruzamentos?

M. Jarêgo.: Neste momento os meus borrachos são produto de cruzamento, no entanto no futuro próximo quero trabalhar na consanguinidade, só assim as colónias podem ter futuro, senão vejamos o que fazem os Belgas, Holandeses e Alemães.

R.Galricho: No ano, quantos borrachos tiram e quantos aproveitam?

M. Jarêgo.: Por ano tiramos à volta de 70 borrachos para aproveitar 25 a 30.

R.G. : De que materiais são feitos os vossos pombais, como estão compartimentados e quantos pombos albergam para enfrentar a Campanha Desportiva?

R.Galricho: O pombal dos voadores é de alvenaria com grelhas de madeira elevadas a cerca de 80 cm do chão, tecto e frentes bem ventiladas com três compartimentos, sendo o central com 35 ninhos e dois mais pequenos com poleiros.

O pombal dos borrachos é de madeira e voam todos juntos, machos e fêmeas.

R.Galricho: Qual o método de jogo que praticam e como preparam os pombos para época desportiva?

M. Jarêgo.: O método que utilizamos é a chamada rotativa com machos e fêmeas nos poleiros, só se juntam à chegada nos concursos.

Damos muita atenção ao período após campanha. Primeiro acasalamos os voadores para a próxima época, tiramos um borracho e aproveitando alguns borrachos destes casais.

Depois separamos os sexos e começa o período da grande muda à qual damos muita atenção. Damos o maior sossego possível aos pombos e raramente vêm à rua. Depois da muda fazemos os tratamentos habituais, incluindo a vacinação. No princípio de Janeiro, iniciamos os treinos à volta do pombal e fazemos a preparação normal até ao primeiro concurso.

R.Galricho: Quais as provas de que mais gostam e quais os objectivos para o curto prazo no plano desportivo?

M. Jarêgo.: O fundo, porque são as provas que dão mais projecção aos pombos e ao columbófilo. Como a nossa colónia é muito jovem fazemos o melhor que podemos na velocidade e m/ fundo.

Os objectivos que traçámos foram no sentido de fazer uma colónia consistente e começámos pelo mais fácil, velocidade e Meio-Fundo preparando a colónia para jogar a sério no fundo em 2006, até lá vamos fazendo experiências.

Portanto o nosso objectivo é em 2006 tentar ser Campeões, porque achamos que temos a base necessária para o conseguir.

R.Galricho: Faça um resumo dos seus feitos nestes últimos anos, incluindo o seu melhor palmarés de sempre em nome individual e os seus melhores pombos de sempre.

M. Jarêgo.: Nos últimos 8 anos destaco o 5º Nacional de Fundo em 1998, prova organizada pela F.P.C., Campeão Distrital Zona Sul de M/ Fundo em 1997 e duas vezes Campeão Geral no G.C.Cartaxo, isto aconteceu no período de 1996 a 2000.

 

Em 2000 acabei praticamente com toda a colónia por mudar

de residência, reiniciando em 2001, no pombal do meu amigo António Leal Martins. Começando quase de zero, tivemos a felicidade de ficar com 2 fêmeas reprodutoras, do melhor que há, e outros pombos foram adquiridos estando já a ter resultados, isto para dizer que na passada campanha – 2004 – no G.C. Cartaxo fizemos 2º em velocidade, 1º em m/Fundo. Na Soc. Col. Salvaterrense fizemos 4º em Velocidade e 1º em M/Fundo.

A nível distrital ficamos muito satisfeitos com os resultados obtidos, em velocidade ficámos em 3º lugar a nível de coeficientes, 4º lugar no M/Fundo. A nível de zonas ficámos em 1º lugar em M/Fundo e 2º lugar em velocidade.

No nacional em velocidade ficámos em 36º.

Foi uma época muito boa mas queremos fazer melhor.

R.Galricho: Os “Desportistas” são concorrentes à “Doublage” noutra Colectividade. O que pensam deste sistema de participação nos Campeonatos fora da Colectividade de encestamento e o que procuram ou pretendem com essa participação?

M. Jarêgo.: Nós fizemos “doublage” na Salvaterrense para avaliar da n/ capacidade e pensamos que todas as Colectividades deviam permitir a “doublage”, melhorando o nível competitivo dessas Colectividades. O nosso desporto precisa de novas mentalidades mas o que me surpreende é termos gente nova com uma visão antiquada da columbofilia.

R.Galricho: Qual a vossa opinião sobre as especializações?

M. Jarêgo.: Eu penso que será o futuro do nosso desporto, já existem algumas experiências positivas, os campeonatos gerais não ajudam nada os columbófilos menos apetrechados ou com colónias reduzidas.

Outro aspecto que acho importante é a possibilidade de se concursar no distrito vizinho.

R.Galricho: Na vossa opinião qual a principal causa da perda de pombos?

M. Jarêgo.: Considero haver duas causas principais. A primeira é o transporte e a segunda as condições atmosféricas. Já foram feitas melhorias no transporte, mas há ainda muito a fazer para que as nossas aves sejam transportadas em boas condições.

R.Galricho: O A. Martins é o manager da Colónia e o Presidente do C. Técnico da Colectividade. Sabemos que emprega muito do seu tempo disponível com a preparação da Colónia, como consegue arranjar tempo para as duas actividades?

A. Martins.: Quando se é um apaixonado pela columbofilia e pelos pombos, conseguimos sempre arranjar tempo para aquilo de que gostamos.

R.Galricho: O A. Martins tem desempenhado vários cargos directivos na sua Colectividade e até na Associação, uma vez que se fala muito em crise de dirigentes, sente ou tem sentido dificuldades a nível técnico e nas relações interpessoais com os concorrentes? Estes têm sido compreensivos, aceitando bem eventuais erros, ou têm-se mostrado intolerantes e incompreensíveis? A disponibilidade e as funções dos directores são reconhecidas?

A. Martins.: Quanto a crise de dirigentes no G. C. Cartaxo não tem havido esse problema. A relação com os concorrentes considero que têm sido boas, não tendo ocorrido situações de grande dificuldade, as quais foram sempre resolvidas com a ajuda da A.C.D.S. Como sabemos nem sempre é possível agradar a todos, no entanto, dei sempre o meu melhor em prol da Columbofilia e da minha Colectividade.

Quanto ao reconhecimento do nosso trabalho pelos concorrentes, isso não me preocupa, tendo em atenção que,

 

o que é preciso é ter consciência das minhas responsabilidades.

R.Galricho: Matias, como dirigente e presidente do órgão máximo na sua Colectividade, quer deixar alguma mensagem aos Columbófilos do Cartaxo?

M. Jarêgo.: A mensagem que gostaria de deixar é que para além dos órgãos sociais, os restantes sócios deveriam ser mais interventivos, mais críticos no sentido construtivo, apresentar sugestões, apoiar os órgãos eleitos nas suas iniciativas. Trazer os seus amigos à colectividade para lhe mostrar que existimos, o que fazemos e o porquê desta nossa paixão.

R.Galricho: É frequente dizer-se que as Sedes das Colectividades não funcionam, isto é, estão quase sempre fechadas na época dos concursos e sempre encerradas fora daquele período. A vossa Sede como funciona? Ambos costumam  frequentar a Sede Social mesmo fora da época desportiva?

M. Jarêgo.: Pelo que sabemos fora da época desportiva uma boa parte das Colectividades tem dificuldade em conseguir abrir com regularidade, no Cartaxo isso não acontece, está regularmente aberta, isto com o esforço de duas ou três pessoas. È pena que os sócios não frequentem a nossa sede, pois temos todas as condições de bem-estar.

Ao centro o Presidente da Junta de Freguesia do Cartaxo

  Senhor Manuel Salgueiro entrega a Matias Jarêgo (esquerda) e António Martins (direita) os prémios de 2003  num ambiente de boa disposição.

 

R.Galricho: Que imagem deveremos dar do nosso desporto junto da sociedade?

M. Jarêgo.: De facto não é fácil levar até ao grande público o que é o nosso desporto e quanta beleza ele encerra. Como sabemos é um desporto sem público, muito introvertido e sem capacidade financeira. A comunicação social não lhe dá atenção porque o nº de leitores é reduzido com a rádio acontece o mesmo e a televisão é quase inacessível, porque sejamos realistas, não tem público que justifique um espaço por muito reduzido que seja.

O modelo que me parece dar frutos é nas escolas, têm sido relatadas algumas iniciativas com êxito, pelo que me parece ser a melhor forma de atingir o grande público, sendo também uma forma de ocupar os tempos livres dos miúdos, futuros columbófilos.

Mesmo com estes condicionalismos penso que podemos chegar ao público das localidades onde existem colectividades, através dos jornais locais. Podem ser feitos acordos anuais para que a Columbofilia possa aparecer regularmente nas vertentes desportivas e sociais, dando a assim a conhecer o desporto que todos nós gostamos, mas não fazemos muito para que ele seja conhecido.

 

R.Galricho: A vossa Colectividade adquiriu, nesta época, uma viatura para transporte de pombos a treinos. Que pensam dessa decisão e que resultados a nível técnico desportivo, poderão advir do uso desse equipamento?

M. Jarêgo.: O passo mais importante foi sem dúvida a construção da Sede, mas muito bem a Direcção e o C. Técnico, decidiram a compra de camião para Treinos particulares. Talvez alguns concorrentes não tenham percebido que a melhoria qualitativa foi para todos e os êxitos desportivos alcançados pelos diversos concorrentes foi sem dúvida pelos treinos semanais feitos pelo camião. Este foi o primeiro ano de utilização e penso que no futuro se pode aproveitar melhor e os resultados desportivos vão aparecer.

R.Galricho: O Calendário Desportivo no vosso distrito sofreu alteração para as épocas de 2005 e 2006.

Era favorável à mudança? Está de acordo com o novo Calendário? Para si qual é o Calendário ideal?

M. Jarêgo.: Considero que o novo Calendário foi um retrocesso muito grande, com responsabilidades do nosso distrito, resultado da Assembleia-geral da Associação à qual não cabe qualquer responsabilidade desta decisão. Fiquei bastante decepcionado com algumas intervenções, fazendo com que o novo Calendário seja uma aberração em termos dos locais de solta escolhidos. Um reparo no que toca relativamente aos campeonatos distritais de velocidade e Meio-Fundo, fizeram muitas zonas e na minha foram voados 5.000 pombos pelo que prejudicou pombos e columbófilos, era altura da Associação rever este aspecto que é importante.

Calendário ideal não existe, mas a proposta feita pela A.C.D.S. merecia ser aprovada, no entanto, como sabemos, os concorrentes do Sul do distrito são mesmo assim penalizados mas, como disse, Calendário ideal não existe.

        R.Galricho: Que considerações positivas e negativas querem aqui tecer sobre a Associação Columbófila do  

        Distrito de Santarém?

M. Jarêgo.: A A.C.D. Santarém tem realizado ao longo dos anos um trabalho muito positivo em prol dos columbófilos. Um aspecto que tive oportunidade de focar na Assembleia-geral da A.C.D.S., é as condições de transporte e de recolha dos nossos pombos, que temos de melhorar muito.

Um aspecto que considero muito negativo, são algumas questões colocadas e às quais é dada uma resposta tardia e por vezes de forma pouco conclusiva. Também as novas tecnologias trazem novos problemas e as associações não estão preparadas tecnicamente para responder sobre questões que lhe são colocadas, aspectos que devemos ter em conta.

R.Galricho: Matias, esta entrevista já vai longa. Quer deixar mais alguma mensagem?

M. Jarêgo.: Para finalizar quero agradecer ao Mundo Columbófilo a oportunidade de poder falar sobre o desporto que é a paixão de muitos portugueses e uma palavra de apreço pelo vosso trabalho. Bem hajam!

 

Entrevista de Rodrigues Galricho

                           Agosto de 2004

4.3 Entrevista de 2004 "Rui & Filipe"

Campanha Desportiva de 2004  -  Rui & Filipe  Campeão Geral

à “doublage no Grupo Columbófilo do Cartaxo e

                                                             Bi-Campeão Absoluto na União Columbófila de Almeirim
Entrevista de: Rodrigues Galricho  (Publicada no Jornal Mundo Columbófilo em 2004)

Rui & Filipe – esta sociedade, composta por tio (Rui Alfaiate) e dois sobrinhos (Rui Filipe e Eduardo Luís), de Almeirim sagrou-se Campeã Geral do Cartaxo. Aberta a “doublage” nesta Colectividade decidiram pela primeira vez ir voar neste regime, uma vez que, é concorrente na União Columbófila de Almeirim onde também se sagrou Bicampeã Absoluta, e escolheram o Cartaxo, pela forte competitividade ali existente, pois nesta Colectividade concursam muitos dos melhores concorrentes desta área Ribatejana.

Têm como principais reprodutores pombos de sangues Jansens, Simons, Eloys e Kirchs com origem no pombal do Falecido Alexandre Mendes Gordo de Lisboa.

 

Os pombos que mais gostam são os atrás referidos porque são de pequena a média estatura, com boa asa e boa estrutura óssea, qualidades a que dão relevância, embora os Eloys, que são óptimos em Velocidade e Meio-Fundo, não lhes tragam grandes resultados na especialidade de Fundo.

Esta sociedade por ano tira cerca de 100 a 120 borrachos para aproveitar cerca de 50.

 

Os seus melhores voadores são 50 % fruto de cruzamentos e os outros 50% resultado de consanguinidade.

 

O Rui Alfaiate é quem conduz a colónia e para a escolha e decisão da equipa de voadores da semana dá prioridade aos que apresentam mais vivacidade.

 

Aproveitando a presença do Rui Alfaiate num almoço organizado mensalmente na Colectividade do Cartaxo, fizemos algumas perguntas ao Campeão de 2004.

 

Rodrigues Galricho: Uma vez que voa à “doublage no Cartaxo, como vê a Columbofilia nesta Colectividade, sob o ponto de vista desportivo e social?

Rui Alfaiate: Sob o ponto de vista desportivo acho o Grupo Columbófilo do Cartaxo muito forte e socialmente, das poucas vezes que fui à Colectividade, sempre fui bem recebido e, pelo que vejo nos almoços convívio em que participo, acho haver um bom ambiente.

 

Rodrigues Galricho: Qual a vossa opinião sobre as especializações?

R. Alfaiate: Penso que já deveríamos ter caminhado nesse sentido há alguns anos e que um dos principais factores que contribuem para a perda de muitos “bons pombos” nas campanhas desportivas é o facto de disputarmos o Campeonato Geral.

 

R. Galricho: O Calendário Desportivo no vosso distrito sofreu alteração para as épocas de 2005 e 2006. Era favorável à mudança? Para si qual era o Calendário ideal?

R. Alfaiate: Não era favorável à mudança e penso termos dado um passo para traz ao aprovar este Calendário.

O “Calendário” ideal, na minha óptica, seria o que se praticava antes, e se eu falasse só por nós, defenderia as provas na linha de Saragoça.

 

R. Galricho: Que imagem deveremos dar do nosso desporto junto da sociedade?

R. Alfaiate: Devemos dar uma imagem de um desporto bonito, onde os seus praticantes são unidos e amantes do pombo-correio e contribuirmos todos, de facto, para que assim seja e transportarmos essa imagem para o exterior.

A Columbofilia a nível dos “media” não está explorada e as nossas estruturas responsáveis deveriam divulgar mais este desporto.

 

R. Galricho: Para além da Columbofilia tem ou pratica outro desporto?

R. Alfaiate: Gosto da pesca desportiva, mas actualmente, já pouco participo neste desporto, a minha maior paixão é a Columbofilia, que pratico desde 1980 com os meus 17 anos, e devo este gosto à influência de um primo que era Columbófilo António Isabelinha.

 

R. Galricho: Rui, qual a pergunta que não lhe fiz e à qual gostaria de responder?

R. Alfaiate: Gostaria de dizer que os jovens são pouco apoiados quer pelos Clubes quer pelas Associações e Federação e, até mesmo, por nós Columbófilos!

 

Deveríamos todos em conjunto, Federação, Associações e Columbófilos, contribuir para que os jovens ao ingressarem na Columbofilia fossem acarinhados e se sentissem apoiados não só ao nível de construção da “Colónia”, com ofertas de Borrachos, mas também, apoiados burocraticamente nas licenças com facilidade na construção do pombal, e a nível desportivo e financeiro com as inscrições para a Campanha a mais baixo custo e com campeonatos mais vocacionados para os iniciados!

 

Uma palavra final dirigida aos “consagrados”: que saibam ganhar, mas, muito mais importante que isso, saibam também perder! 

Os dois melhores pombos de Rui & Filipe na Campanha Desportiva de 2004, em Doublage no Cartaxo

a Fêmea 3357038 /03 “Anilha de Prata” em Borrachos e o Macho 2656570 /02 “Asa de Ouro da Geral”

4.4 Recorte de Imprensa  - Revista " Columbofilia" 1983

O Sócio Fundador Jesuíno Marques Cunha Torres ( Esquerda) a ser entrevistado pelo Jornalista Columbófilo "José Sardinha em 1983. (Recorte da Revista Columbofilia N.º11 Abril-Maio. de 1983)

                                    

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